Parar o petróleo! Pelo clima, por justiça e emprego!

Olá!

Então, o furo parou ou não?

Reproduzimos aqui as conversas que tivemos com dezenas de amig@s noss@s nos últimos dias a propósito do furo de Aljezur. Pode ajudar-te a perceber onde estamos e aonde vamos. 😉

O furo de Aljezur está parado?

Sim, por três meses.

A sério? Como é que isto aconteceu?

Por causa duma providência cautelar, interposta pela PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo, o título privativo de utilização do espaço marítimo (TUPEM) foi suspenso por decisão do Tribunal de Loulé. O consórcio ENI/GALP está neste momento impedido de avançar com o seu tão desejado furo, agendado para Setembro.

A providência cautelar foi aceite e resultou em suspensão, mas esta é uma decisão provisória. A PALP tem agora 3 meses para interpor a ação principal exigida, correndo-se o risco de a decisão da providência perder o efeito.

Uma pequena vitória frente aos interesses capitalistas, que serviu para nos relembrar de que lado estão os governantes: o Governo afirmou que não se revê na decisão do Tribunal, nem tão pouco quer ser parte dela.

Então posso ficar descansado em relação ao furo?

Nope. Sorry. Não só porque esta suspensão é temporária… não só porque o contrato de concessão ainda esta ativo… mas também porque o Ministério do Mar recorreu da decisão do Tribunal Administrativo de Loulé relativa à providência cautelar, mostrando uma vez mais que a defesa do ambiente não é uma prioridade. O caso seguirá agora para o Tribunal Administrativo Central do Sul – Lisboa.

Mas isto foi uma grande vitória, certo?

Certo. Estamos tod@s de parabéns! 🙂

Devemos sem dúvida aproveitar este poder popular, construído nos últimos anos de mobilização social, para parar definitivamente o furo de Aljezur, parar o furo de Aljubarrota (marcado para 2019), cancelar os contratos de petróleo e gás, e liderar uma transição energética justa e rápida para energias renováveis.

O que vai acontecer agora?

O governo tem sido muito pró-ativo na defesa do furo de Aljezur. Isto, combinado com o exército de advogados das multinacionais, pode mudar a configuração jurídica. Mas vamos manter-te atualizad@. 😉

Então é esperarmos para ver o que acontece?

A ENI/GALP tinha um comunicado de imprensa pronto para enviar no próprio dia da sentença, e o Ministério do Mar recorreu no dia seguinte. Isto é mais um sinal de que eles nunca esperam, mas agem sempre. Nós também temos de ficar atent@s às suas possíveis próximas ações e preparar-nos para enfrentar o poder do capital e os seus interesses económicos.

No dia 8 de setembro, às 17h, vamos juntar-nos a centenas de outras cidades em todos os continentes na Marcha Mundial do Clima. Sob o lema “Parar o petróleo! Pelo clima, justiça e emprego!”, vamos marchar em Lisboa, Porto e Faro.

Aqui fica um pequeno calendário da luta:

LAGOS: 29 de agosto: ARTivismo por AMOR à TERRA e ao MAR
LAGOS: 1 de setembro: Marcar O Ponto – edição Preparação Marcha Mundial do Clima
LISBOA: 30 de agosto: Sessão de preparação da marcha
PORTO: 4 de setembro: Artes e Cultura pelo Clima
LAGOS: 7 de setembro- Marcar O Ponto – edição Preparação Marcha Mundial do Clima
LISBOA: 8 de setembro, 21h00 Política climática de bases: conversa sobre a campanha Empregos para o Clima em Portugal

Marcha Mundial do Clima

8 de setembro, 17h00
Lisboa: Cais do Sodré
Porto: Praça da Liberdade
Faro: Largo da Sé

Vemo-nos nas ruas!
Sinan e Sofia

Lutar para Vencer

Olá!

English below

O novo relatório do Climáximo, “Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo” mostra a influência bastante significativa da luta em termos de acção climática. Os autores do relatório concluem que o activismo pode ser a forma mais eficaz para os cidadãos em termos de reduzir os seus impactos climáticos.

Quando António Costa, sorridente e bem-disposto, diz “espero que sim” que o furo de Aljezur avance “apesar de todos os protestos”, mostra-nos com clareza o caminho que temos de fazer: pôr os nossos corpos nas linhas vermelhas dum planeta habitável e não deixar as multinacionais (e os seus governos) ultrapassá-las.

Foi isso que aconteceu no Festival Músicas do Mundo em Sines, em que os activistas simularam um derrame de petróleo no mar. Na acção organizada pelo Alentejo Litoral pelo Ambiente, os activistas, auto-intitulados de Governo Autónomo dos Latifundiários do Petróleo (G.A.L.P.), representaram os interesses dos empresários do petróleo e políticos, tendo simulado a venda do planeta. No final foram expulsos da praia, presos em Linha Vermelha, por dezenas de outros manifestantes que se concentraram na praia em apoio à acção.

Logo na semana seguinte, centenas juntaram-se na Cova do Vapor para passar uma mensagem clara e forte: Parar o Furo. Água é vida.

O lindo vídeo desta acção de arte aérea, organizada pela Tamera, está disponível aqui.

Estão a surgir várias acções por todo o país, que podes encontrar no mapa interactivo no www.pararofuro.pt. Se quiseres organizar uma acção, podes também facilmente adicioná-la.

O próximo grande momento do movimento por um Portugal justo e livre de combustíveis fósseis será no dia 8 de Setembro, na Marcha Mundial do Clima: Parar o Petróleo! Pelo Clima, Justiça e Emprego!

Até já!

Sinan


A new report by Climáximo, “Fight to win: the climate impact of the Portuguese fossil-free movement” (available in English) shows how effective the movement has been so far in preventing greenhouse gas emissions.

When Prime Minister António Costa said in a television interview that he “hopes” that the drilling would happen “despite all the protests”, he is clearing showing us the path we must take: laying our bodies on the red lines for a habitable planet and not allowing corporations (and their governments) to cross them.

This is exactly what happened in Sines during last month’s Festival Músicas do Mundo, when activists simulated an oil spill in the ocean. In this action organized by Alentejo Litoral pelo Ambiente, these activists represented the politicians and oil executives of the “Autonomous Government of Petroleum Landlords” (G.A.L.P), simulating the trading of the planet, who were then bound in red lines and expelled from the beach by dozens of other activists who had gathered in support.

The following week, hundreds gathered at Cova do Vapor to participate in an action of an aerial art, using their bodies to send a clear and strong message: “Stop the drilling. Water is life.” You can watch the beautiful video of this inspiring action here.

There are loads of other actions taking place all across the country which you can find on the action map at www.pararofuro.pt. If you would like to organize your own event, you can easily add it to the map as well.

The next big moment in the movement for a just and fossil-free Portugal will be on the 8th of September, when we will join the global day of action “Rise for Climate, Jobs and Justice”. Check out the website www.salvaroclima.pt for more information.

See you soon on the streets!

Sinan

Lutar para Ganhar

Olá!

+ English below +

Ficaste baralhad@ com as notícias sobre a providência cautelar da PALP? Pois, nós também e por isso não te enviámos novidades antes de verificar tudo.

Em março de 2017, a PALP interpôs uma providência cautelar contra a autorização do furo ao largo de Aljezur. (Mais especificamente, contra o TUPEM, o título de utilização do espaço marítimo, atribuído pela Direcção Geral dos Recursos Marítimos do Ministério do Mar.)

Essa foi aceite em junho de 2017, para ser ouvido e avaliado pelo juíz. Até à decisão, a providência cautelar teria um efeito suspensivo para evitar os possíveis danos.

Contudo, umas semanas depois, o Ministério do Mar e o Ministério da Economia emitiram uma resolução administrativa para levantar este efeito suspensivo. Claro que esta resolução não foi assim muito divulgada. (Em passagem: em setembro de 2017 um barco fez sondagens na zona e foi detectado pelos movimentos que colocaram perguntas; o governo limitou-se a negar a existência das actividades em vez de esclarecer sobre a resolução.)

Em fevereiro de 2018 houve a primeira audiência e finalmente @s noss@s companheir@s da PALP descobriram que a providência cautelar não esteve em efeito. Contestaram a resolução do governo imediatamente e, finalmente, em julho de 2018 o tribunal deu razão à PALP porque a resolução estava baseada em interesses económicos e contratuais (e não em interesse público).

Resumindo: Foi submetida uma providência cautelar. O governo agiu para contorná-la. As empresas continuaram as operações. O tribunal voltou a suspender as actividades. O furo está marcado para setembro. Mas a audiência no tribunal está marcada para agosto.

Que grande confusão! Pois.

O governo podia não ser tão proactivo para favorecer as empresas, assim tudo ficava muito mais simples e ainda podíamos lutar contra outros crimes climáticos. Mas enfim, temos ainda que parar este furo.

Acções passadas

No início de julho, Obama veio ao Porto para falar sobre alterações climáticas. Activistas do Climáximo serviram “coquetail de petróleo” e “água com gás de fracking”, que representam as verdadeiras políticas climáticas do governo português e do Obama. A acção sublinhou as contradições entre os discursos e as acções dos governos.

No dia 7 de julho, centenas de cidadãos, escolas de surf, banhistas e movimentos ecológicos participaram na acção Petróleo é Má Onda – Protesto no mar em mais de 20 praias por toda a costa portuguesa. Este foi um protesto espontâneo de organização cívica, que consistiu num cordão humano, em terra ou mar, organizado simultaneamente em vários pontos do país, com centros particularmente fortes na Praia de Monte Clérigo, Odeceixe, Faro, Lagos, e Carcavelos.

E na segunda-feira passada, na acção chamada “Os vossos lucros VS O nosso clima”, activistas vestidos como homens de negócios, entraram no Ministério do Ambiente e espalharam dinheiro sujo de petróleo por todo o lado, em denúncia do furo de petróleo em Aljezur. Os activistas sublinham os processos corruptos em que o governo tomou o lado das empresas multinacionais contra o interesse público e o planeta.

Continuamos com ainda mais força. À nossa frente temos duas grandes inicativas e contamos contigo!

Próximas Ações

Parar o Furo – Stop the Drilling

4 de agosto, Sábado, 15h30, COVA DO VAPOR, ALMADA

No dia 4 de agosto, junta-te a nós e a outras 1000 pessoas, numa acção de arte aérea na praia, para parar a exploração de petróleo em Portugal e apoiar a transição para uma economia e sociedade justas e regenerativas. Utilizaremos os nossos corpos para desenhar uma grande mensagem no chão que será filmada por drones.

Marcha Mundial do Clima: Parar o petróleo! Pelo clima, por justiça e emprego!

8 de setembro, Sábado, LISBOA e PORTO (para já)

Dezenas de organizações da sociedade civil, desde colectivos contra o petróleo e ONGs até sindicatos e núcleos de estudantes, convocaram uma manifestação no âmbito dum dia de acção global: Rise for Climate, Jobs and Justice.

Mais informações: www.salvaroclima.pt


Fight to Win

Hi!

If you tried reading the news recently, you might be unsure as to whether the Aljezur drill is still happening or not, with PALP’s injunction and all. Let me try to give you a summary.

In March 2017, Plataforma Algarve Livre de Petróleo filed an injunction against the drill. (More specifically, it was against the authorization process attributed by the Ministry of Sea.)

This request was accepted in June 2017, to then have court hearings and to be evaluated by the judge. But until that decision, the injunction would suspend the activities in order to avoid possible damages.

However, a couple of weeks later, the Ministry of Sea and the Ministry of Economy issued an administrative resolution to lift this suspending effect. Well, to say the least, this resolution was not were public. (In passing: some collectives discovered in September 2017 that a ship was surveying the area and raised questions; but the government only refused any exploration activity, instead of clarifying about the existing resolution).

In February 2018 the first hearing took place and finally our friends from PALP discovered that their injunction was not in effect. They contested the government’s resolution immediately, and finally in July 2018 the court agreed, as the resolution was based on economic and contractual arguments (and not on public interest).

To sum up: An injunction was submitted. The government acted to go around it. The corporations continued with the operations. The court suspended the activities again. The drill is set for September. But the court hearing is set for August.

What a confusion, right?

The government could have been a little less proactive in defending the corporations; that way things would be simples and we could be fighting against other climate crimes. Well, as it turns out, we still have to stop this drill.

This summer was filled with actions all over the country and the movement is still growing.

We prepared an English summary for you, which includes past and future actions. Check it out and join the fight.

See you soon,
Sinan

Portugal’s fossil-free movement heating up the fight as the Aljezur drill threat approaches

In the last couple of years, the fossil-free movement in Portugal managed to force the government to cancel 10 out of 15 new oil and gas exploration contracts. Now is the turn of the ENI/GALP consortium’s Aljezur contract, the first drill of which is set for mid-September.

The government has been extremely and ridiculously supportive of this offshore project in the Algarve region. After several public consultations, parliament votings, public protests and juridical processes, the Socialist Party government insisted in favouring the corporations, renewed and extended their expired contract, and exempted the drill from environmental impact assessment.

The movement’s response was colossal.

Here is a summary of the last few months.

Following a press conference against the project by all mayors of the region, hundreds marched in Lisbon in the “Enterrar de Vez o Furo” (Bury the drill once and for all) protest in April. This was the launch of a summer of actions, compiled and communicated through the “Parar o Furo” (Stop the Drill) campaign.

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Parar o Furo turned the whole national territory into a playground, where activists kept a rein on all government officials. There was not a single government visit in Algarve that was not met with a protest.

Activists gave a hard lesson to GALP. That is, they actually organized an open lecture on climate change with a university professor at the GALP headquarters. Of course, to protect itself from climate science, GALP invited three bus loads of police to barr the entrance. Determined to make even a little bit of science heard, the activists organized the lecture at the main entrance.

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The activists’ next stop was the Ministry of Economy. A live fossil, who heard that Portugal won the CAN European fossil award, wanted to show his solidarity with the government who wanted to accelerate the fossilization of humans. So he designed his own fossil award and delivered to the ministry.

Then it was the turn of the Minister of Environment, who was to give a conference about energy transition. An honest version of the minister went on stage and explained how the government actively supports the corporations in the fight against climate.

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The World Cup also did not go unnoticed, as GALP is one of the main sponsors of the Portuguese national team. The “Don’t Faul Portugal” video got viral on the day Portugal played its first match.

In the meantime, all the country was filled with STOP the Oil Drill signs.

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International solidarity followed: comrades from Turkey (Northern Forest Defense), Ucraine (Eco-action), Austria (System Change not Climate Change) and Italy (NoTAP) sent support videos, underlying that the climate justice movement is united against new fossil infraestructures.

As if targets for actions were lacking, Obama came to the city of Porto to talk about climate change leadership. Reminding to public that it was Obama who launched the famous shale gas revolution in the US, activists served oil cocktails and fracked water in the entrance of the conference. Obama maintained and strengthened the fossil fuel status quo and delivered it to Trump, as is the Portuguese government doing at the very moment with the Aljezur drill.

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One day later, beaches all across the country were filled with hundreds of protesters organizing human chains to protect the ocean. The decentralized action “Petróleo é má onda” (expression: oil is not cool; literally: oil is bad wave) took place in more than 20 beaches.

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Finally, just a couple of days ago, activists dressed as business men entered the Ministry of Environment and spred banknotes filled with oil. The action “Os vossos lucros VS O nosso clima” (Your profits vs. Our climate) underlined the series of political choices by various government entities to favor the fossil fuel industry and to destroy the climate. In this action, the fossil fuel industry payed a visit to the ministry to pay for its services.

Yet this is not the end of the story. On August 4th, another Parar o Furo action is set in a beach next to Lisbon where hundreds will gather for an aereal art action.

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Then in September 8th, just one week before the set date of the drill and together with the world, Portugal will Rise For Climate, Jobs and Justice. Marches in Lisbon and Porto are already confirmed and more information can be found at www.salvaroclima.pt .

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The website www.pararofuro.pt has detailed information in English about the context, has an action map, and sends newsletters (in Portuguese and English) regularly.

 

Novidades da Esperança

Olá amig@ da luta!

English below

O tempo está a ficar escasso. Nomeadamente, temos só dez anos para salvar a Antártida… e o resto do planeta.

É esta a janela que hoje resta aos decisores políticos e económicos, para fazer um corte drástico nas emissões de gases com efeito de estufa, e com isso permitir que a Antártida e a sua imensa cobertura de gelo se mantenha mais ou menos intacta durante o próximo meio século. Só isso evitará a subida do nível do mar em mais 30 cm, o que, a acontecer, vai mudar a face das zonas costeiras em todos os continentes e terá custos anuais de quase dois biliões de euros. “Ainda é tempo de agir”, garantem os cientistas deste estudo publicado na revista Nature, mas já estamos em contagem decrescente.

Isto é uma luta da esperança contra a desesperança. É possível parar o furo de petróleo em Aljezur. Temos um plano de acção, porque a esperança sempre precisa de estratégia. E precisamos de ti para parar o furo e a indústria petrolífera. Só um movimento radical e alargado pode contrariar o vento extractivista do capitalismo.

Junta-te à luta. Vamos mudar o sistema e não o clima.

Saudações livres de petróleo e gás,
Sinan


Próximas ações

Buzinão em Loulé contra a Exploração de Petróleo no Algarve

23 de junho, Sábado, 14:30 – 19:00 LOULÉ

Um enorme buzinão enquanto decorre a sessão da Assembleia Municipal mostrando o total desagrado com uma prática política que não escuta os cidadãos.

Caminhada para #pararofuro

24 de junho, Domingo, 17h30 PORTIMÃO

Começamos neste Domingo as Caminhadas para #pararofuro. A ideia é simples: caminhar, ao caminhar influenciar, sensibilizar, chamar para a acção.
Vestimos preto, usamos preto, como forma de protesto.

Protesto no Mar: Petróleo é má onda!

7 de julho, Sábado, 15h00, todas as praias

Um cordão humano de surfistas, body boarders e nadadores em todas as praias de Portugal continental, para reclamar o espaço do mar como espaço público de todos e contestar a prospecção de hidrocarbonetos.
Podes contactar a equipa organizadora por email para ajudar preparar esta acção:
petroleoemaonda@gmail.com.

Marcha Mundial do Clima: Parar o petróleo! Pelo clima, por justiça e emprego!

8 de setembro, Sábado, LISBOA e PORTO (para já)

Dezenas de organizações da sociedade civil, desde colectivos contra o petróleo e ONGs até sindicatos e núcleos de estudantes, convocaram uma manifestação no âmbito dum dia de acção global: Rise for Climate.

Mais informações: www.salvaroclima.pt


Ações passadas

Um duplo honesto do Ministro do Ambiente intervém em conferência para defender os combustíveis fósseis

Um activista do Climáximo com uma máscara de Ministro do Ambiente discursou numa conferência sobre transição energética, destacando as contradições entre a acção climática e o furo de petróleo em Aljezur.

Fotos e vídeos da acção e a intervenção completa do ministrio honesto, aqui.

Bons sinais por todo o país: STOP Furo de Petróleo

Porto, Lagos, Vilamoura, Lisboa, Vila Nova do Gaia, Barreiro, Charneca da Caparica, Mem Martins, Vila de Brito, Felgueiras, Odemira… Bons sinais por todo o país que dizem STOP ao furo de petróleo.

Se encontrares um destes bons sinais na tua cidade, partilha nas redes sociais com o hashtag #pararofuro.

Não sujem Portugal

A selecção nacional de Portugal está no Mundial de Futebol na Rússia. A GALP é patrocinadora oficial da selecção nacional portuguesa. Lembramos que a GALP quer furar à procura de petróleo a mais de 1000m de profundidade no mar frente a Aljezur. Não sujem Portugal.


News from Hope

Hi!

We are running out of time. More concretely, we have ten years to save Antarctica and the rest of the planet.

A recent study published in Nature shows that we have a time frame of tens years to cut greenhouse gas emissions drastically in order to avoid catastrophic ice melting in Antarctica that could raise sea levels by 30 cm by the end of this century and would destroy the coastal areas of all continents, costing 2 trillion euros annually. “There is still time to act.” say the scientists, but we are running against the clock.

After the ridiculous, revolting and expected decision of the government to exempt the Aljezur drill from an environmental impact assessment, the social opposition was so strong that all the ruling class united to defend the fossil fuel industry. (One newspaper went as far as interviewing British Petroleum, declaring that they would also invest in Portugal if oil were found – which makes the Deepwater Horizon disaster an imminent threat.) If there is oil in Portugal, then we cannot extract it if we want to stay in a liveable planet.

More about this corrupt process is in the Context section of the site.

One thing is clear: No one will save the planet for us; we must take the matter into our hands. We will not persuade the ruling class that they should stop the drill. Our only option is to force them to a tactical compromise (like they did with other contracts) in order to maintain their social legitimacy to rule.

Only a massive and radical movement can counter the extractivist mania of capitalism.

This is a fight of hope against dispair. It is possible to stop the drill in Aljezur. We have a plan of action, because hope needs a good strategy to win. And we need you to stop this drill and the fossil fuel industry.

Check the upcoming actions above, spread the word about past actions, invite your friends to subscribe to the newsletter.

Join the struggle for system change not climate change.

See you soon,
Sinan

Novidades dum verão quente

Olá!

English below

Como estás?

Ironicamente, temos que ter um verão quente agora para não termos todos os verões quentes nas próximas décadas. O plano do governo ainda é avançar com o furo de Aljezur e o consórcio GALP/ENI está a preparar-se para fazer o furo em setembro, mas se queremos evitar alterações climáticas catastróficas, não podemos ter nem mais um furo em lado nenhum.

É esse verão quente de mobilização que vários movimentos por todo o país estão a organizar. Junta-te a um coletivo e participa nas ações. Para parar o furo, precisamos de toda a gente.

Nesta newsletter vamos falar só sobre as ações porque não aconteceram muitas coisas na esfera administrativa desde a última newsletter. Se queres rever as newsletters anteriores, já temos um arquivo no site.

Até já!
Sinan


Ações passadas

No passado 5 de junho, num protesto convocado pelo Movimento Algarve Livre de Petróleo, manifestantes e até cegonhas anti-petróleo esperaram o Ministro do Ambiente, que deveria estar presente numa conferência em Faro, e esperaram e esperaram… porque o ministro acabou por cancelar a sua participação à última hora.
Logo a seguir ao ministro que não conseguiu confrontar a população algarvia, um Presidente que não vai à Lua fez um discurso nas comemorações do Dia de Portugal.

Ao mesmo tempo, estão a surgir uns sinais de trânsito que se solidarizam com a nossa luta e dizem “STOP Furo de Petróleo”. Se encontrares um no teu bairro, tira uma foto e partilha com o hashtag #pararofuro nas redes sociais. O Climáximo está a fazer um arquivo destas fotos aqui.

Estão a acontecer muitas mais ações e atividades, que estamos a divulgar sempre no mapa das ações no site www.pararofuro.pt. Os movimentos também estão a partilhar novidades nas suas páginas nas redes sociais. Mas agora, vamos para as ações futuras!

Próximas Ações

Não manchem o que é de todos

Agora, nas redes sociais

A seleção nacional de Portugal vai ao Mundial de Futebol na Rússia. A GALP é patrocinadora oficial da seleção nacional portuguesa. A GALP quer furar à procura de petróleo a mais de 1000m de profundidade no mar frente a Aljezur, apesar das alterações climáticas, contra a vontade das populações e autarcas, e sem avaliação de impacto ambiental.

Pintar O Chão da Câmara de Loulé de Preto! Petróleo Não!

15 de junho, 17h00, LOULÉ

Protesto simbólico, convocado pelo Movimento Algarve Livre de Petróleo, para exigir do governo de António Costa a impugnação imediata do furo de petróleo de Aljezur.

Protesto no Mar: Petróleo é má onda!

7 de julho, 15h00, todas as praias

Um cordão humano de surfistas, body boarders e nadadores em todas as praias de Portugal continental, para reclamar o espaço do mar como espaço público de todos e contestar a prospeção de hidrocarbonetos.
Podes contactar a equipa organizadora por email para ajudar preparar esta ação:
petroleoemaonda@gmail.com.

Marcha Mundial do Clima: Parar o petróleo! Pelo clima, por justiça e emprego!

8 de setembro, LISBOA e PORTO (para já)

Dezenas de organizações de sociedade civil desde coletivos contra o petróleo e ONGs até sindicatos e núcleos de estudantes convocaram uma manifestação no âmbito dum dia de ação global Rise for Climate.
Mais informações: www.salvaroclima.pt

 


Heating up the movement for climate justice!

Hi there!

So yes, finally we have part of the site translated to English! At the end of each newsletter, we will be sending these short summaries about where we are at in the campaign to stop the Aljezur drill. Now, please invite all your non-Portuguese-speaking friends to subscribe to our newsletter at www.pararofuro.pt.

As you know, the Portuguese government exempted the Aljezur drill from an environmental impact assessment process. The public opposition to this decision was so strong that the whole ruling class needed to unite and show support to this ridiculous, revolting and expected decision. Climate science is simple: if there is oil or fossil gas in Portugal, we would have to leave it in the ground in order to avoid climate chaos.

But one thing is clear now: No one will save the planet for us; we will have to take the matter into our hands. We will not persuade the ruling class by Reason. Our only option now is to force them to a tactical compromise (like they did when they cancelled some contracts in the past) in order to keep their social legitimacy to rule. And we are organizing and mobilizing to do exactly this.

The site www.pararofuro.pt serves to coordinate the communication of actions against the Aljezur drill. We keep the action map always updated. But it is also self managed: so if you are organizing an action or if you are aware of one, you can publish it directly on the map.

Unfortunately we will not be able to translate the actions, but you can check them in the action list above.

In the next newsletter, we will summarize where we are at in terms of government decisions as well as action plans.

See you soon,
Sinan

What is this campaign about?

The maths is clear: the existing fossil fuel infrastructures are more than enough to push us into runaway climate change.

However, ENI and GALP want to start a brand new fossil fuel drilling project in the Atlantic coast.

This project was authorized by the Portuguese government against the explicit opposition of the local populations and local politicians, without any environmental impact assessment, and at a moment when world temperatures are breaking record after record.

The drill that ENI and GALP want to make a test to the Portuguese society.

What we will do today will echo to the future.

If this event goes unnoticed, the government and the fossil fuel industry would interpret is a green light for all the other projects onshore and offshore.

But if instead popular opposition is strong, visible and bold, we would start a public dispute against this corrupt process that delivered the soil and the ocean to the corporations on black friday prices.

Here’s the plan:

If and when the ENI/GALP consortium decides to go forward with the drilling project, we will call for emergency actions all across the country. To stop the drill:

  • Organize your action team and plan your action.
  • To remain updated about action plans, subscribe to the newsletter.

What can I do?

We will keep this site up-to-date. At strategic moments, we will organize open assemblies. If and when the ENI/GALP consortium decides to go forward with the drilling project, we will call for emergency actions all across the country. To stop the drill:

Iremos manter este site atualizado. No momento mais estratégico, iremos convocar uma assembleia aberta. Se e quando a ENI/GALP decidir avançar com a perfuração, iremos convocar ações de emergência por todo o país. Para parar o furo:

  • Organize your action team and plan your action, then add it to the action map.
  • To get more information about the actions, subscribe to the newsletter.
  • Spread the word. To stop this drill, we need everyone.

Who are we?

This website was launched by Climáximo, but the majority of the actions we will list here are organized by ordinary people all across the country and supported by various collectives and organizations.

As admins of the site, we make a special effort to apply the free publication principle, while avoiding commercial spam.

Context

In 2015 there were a total of 15 areas contracted for fossil fuel projects in Portugal, and various local groups and movements emerged to fight against these projects.

By 2016 everyone was talking about oil exploration in Algarve, as local population and politicians supporting the social movement. This anti-oil movement launched a mass petition campaign that practically blocked the public consultation process of the Aljezur drill (by ENI/GALP consortium). Meanwhile, the struggle spread from Algarve to Alentejo coast and further north to Peniche, with new local groups organizing against oil and gas extraction in Portugal. In December 2016, Portfuel’s onshore contract in Algarve was cancelled.

In March 2017, all the offshore contracts south of Algarve (belonging to Repsol/Gulbenkian) were also cancelled. The ENI/GALP consortium continued its plans to drill in Aljezur and was blocked by precautionary measures filed by local governments. The ENI/GALP contract was to expire by the end of 2017. (In the meanwhile, the offshore contracts in Peniche also disappeared from official maps.) The onshore contract in Batalha/Pombal is still active, with its first drill set for 2019.

 

During November 2017, a (non-binding) public consultation process to municipalities of Algarve resulted in unanimous opposition of all the local politicians. Then in December 2017, the Parliament approved “the suspension of all fossil fuel exploration activities in Aljezur, until the finalization and public discussion of the environmental impact assessment and the impacts on other economic activities”. But the next month, in January 2018 , the government extended the deadline of the ENI/GALP contract for one more year. This decision is the formalization of “a declaration of war to Algarve“, quoting the press conference organized by social movements and mayors. Right afterwards, because of another precautionary measure, filed by PALP (and in September 2017 lifted by the Minister of Oceans and the Minister of Economy), the drill seems to be suspended until May. Then, more recently, the Portuguese Environment Agency decided that it was not necessary to have an environmental impact assessment process to start the operation.

These are unprecedented times where an expired contract to extract fossil fuels, with activities suspended by parliament decision, and to which all mayors actively oppose, coupled with massive social opposition, still produces political discussion as to whether the drill would happen.

This is climate crisis translated into a crisis of democracy. In a mentally healthy society, we would be discussing the practical details of how to manage a just energy transition. To be able to do exactly that, we must stop this drill.

A Luta Continua Para #pararofuro

Olá amig@ de luta!

Depois da decisão ridícula, revoltante e expectável do governo de isentar o furo de Aljezur de estudo de avaliação de impacto ambiental, a contestação social foi tão forte que toda a classe dominante se uniu em defesa da posição da APA. (Para esse fim foram até buscar a BP, que numa entrevista afirmou que a haver petróleo, vai querer uma parte do bolo – o que torna ainda mais relevante falarmos sobre o derrame de Deepwater Horizon.) Se houver petróleo em Portugal não vamos poder explorá-lo se quisermos manter-nos num planeta minimamente habitável para seres humanos.

Com este processo, uma coisa ficou clara: Ninguém vai salvar o planeta em nosso nome; nós temos de tomar o assunto nas nossas mãos. Nós não vamos convencê-los pela Razão de que se deve parar o furo. A única hipótese que temos é forçá-los a um compromisso tático (como fizeram com os outros contratos) a fim de manterem a legitimidade social para mandar.

Está a ser organizada uma série de ações, que vamos resumir abaixo neste email. Se queres saber mais sobre a história deste furo, vê aqui um resumo de todo o processo em cinco minutos, filmado no início de uma Assembleia Aberta para #pararofuro.

NOVIDADES DA LUTA

Houve uma concentração à frente do Ministério do Ambiente, em que os manifestantes reuniram com o ministro para pedir a sua demissão. Podes encontrar aqui a reportagem de É Apenas Fumaça:

Na Rua – Petróleo em Aljezur: “Exigimos que se demita”, dizem ativistas a ministro do Ambiente

 

Estamos a manter o mapa das ações atualizado. www.pararofuro.pt

Se souberes duma ação podes facilmente acrescentá-la para que possamos incluí-la nas próximas newsletters. Espalha a palavra para que a tua rede de amig@s saiba mais sobre este movimento.

 

PRÓXIMAS AÇÕES

Ecologistas en Acción por um Algarve Livre de Petróleo

4 de junho 11h00 LAGOS
visita do veleiro dos ECOLOGISTAS EN ACCIÓN com músicas, faixas e cartazes por um #AlgarveLivreDePetróleo e um #AljezurSemFuros

 

Acampada Em Faro, Impugnar Já O Furo De Aljezur!

5 de junho, a partir das 9h00, FARO
Dia Mundial do Ambiente, Terça-Feira, o Ministro do Ambiente e outros membros do Governo do Partido Socialista estão em Faro e nós lá estaremos a exigir a impugnação imediata do Furo de Petróleo de Aljezur

 

Sessão de Esclarecimento – Exploração de Petróleo em Portugal

7 de junho, 18h30 FARO
uma sessão de esclarecimentos sobre a situação actual da prospecção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal

 

Na assembleia aberta que aconteceu em Lisboa, surgiu um grupo de trabalho para preparar um protesto nas praias no dia 7 de julho: “Petróleo é má onda”. Podes encontrar alguma informação aqui e podes contactar a equipa organizadora por email para ajudar preparar esta ação: petroleoemaonda@gmail.com.

 


 

Junta-te à luta e convida os teus amigos e amigas para subscreverem a newsletter. Daremos mais novidades nas próximas semanas.

Até já!
Saudações livres de petróleo e gás,
Sinan